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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Nota Perdida

"Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus"
(Levítico 20:7).

Ted Malone, que tinha um programa radiofónico, contou sobre um pastor que lhe escreveu dizendo: "Você poderia, em seu programa, tocar a nota 'la?' Eu sou um pastor em um rancho e longe de um piano. O único consolo que tenho é um violino velho que está completamente desafinado. Você poderia tocar um 'la' para eu poder afiná-lo?" Malone atendeu o pedido. Algum tempo depois ele recebeu uma mensagem de agradecimento do pastor distante onde estava escrito: "Agora eu estou afinado."

E a nossa vida diante de Deus, tem estado afinada ou continua transmitindo sons embaralhados e desafinados? Temos vivido aquilo de que falamos ou nossas atitudes continuam contrariando o ensino do Senhor? Temos acertado nossa vida pela "nota" afinada de Jesus ou continuamos como o velho violino do rancho, cujos sons eram desagradáveis e desarrumados?

Deus tem nos mostrado, em Sua Palavra, a maneira correta de arrumar os instrumentos de nosso testemunho. Em todos os capítulos e versículos encontramos a maneira perfeita de afinar a orquestra de nossa vida. Agindo segundo a vontade do Senhor, a nossa presença em qualquer lugar produzirá sons que agradarão a todos e ajudarão na afinação de muitas outras vidas.

O cristão deve ter, como prioridade, uma vida de adoração que glorifique o nome do Senhor Jesus. Tanto no relacionamento pessoal como no testemunho público, deve procurar manter-se afinado diante do Grande Pastor. Seu maior regozijo consiste em ajudar ao próximo a encontrar a nota perdida.

Você tem procurado, através de uma vida santa, levar seus amigos à presença de Deus?

Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Agentes da reconciliação


"Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Col. 1:13)

No capítulo 1 (versos 13 a 23) vemos o apóstolo Paulo descrevendo não só a pessoa de Jesus, como também a Sua obra, a obra da reconciliação. A expressão "reconciliação" traz a idéia não só de aproximação, mas a de trazer para mais perto ainda algo que estava longe. É um novo relacionamento restaurado, e agora mais íntimo e profundo, pois também a reconciliação traz ainda a idéia de restauração, de cura, de algo que estava enfermo, lesado.

A ênfase maior na reconciliação é o relacionamento - acima de tudo, o relacionamento entre o Criador e Sua criatura, entre Deus e o homem. Ele mesmo afirmara de Si para Si ou de Si para o Filho e o Espírito Santo, após ter criado o homem e já estar lhe preparando uma companheira para se relacionar por toda vida(Eva): "Não é bom que o homem esteja só".(Gn 2:18)

Mas, por causa do pecado de Adão, do Primeiro Homem, o relacionamento que havia entre ele e Deus, entre o Criador e a criatura, outrora sem barreiras ou fronteiras, agora estava rompido, fechado. Conseqüentemente, fomos divididos. Assim, nosso relacionamento com Deus foi quebrado por causa do pecado - ou seja, por causa de uma escolha errada do Primeiro Homem.

Alguém disse, certa vez, que quando as pessoas se frustram nos relacionamentos, elas procuram substituir essa frustração por qualquer outra coisa: trabalho excessivo, jogos, internet, bebidas, drogas etc. O homem, sem Deus, está aberto à toda influência do mal. Quando o homem não busca a Deus, a maldade se multiplica(veja Gn. 6:5). Daí, o terrorismo, as atrocidades, o genocídio, a violência. Enfim.

Ninguém é uma ilha

Deus fez o homem para Se relacionar com ele. Talvez por isso é que haja em nós um grande potencial para relacionamentos. Na fase da adolescência, por exemplo, percebe-se a necessidade que o adolescente tem de falar com alguém. Senhoras, na hidroginástica, freqüentam a academia para, principalmente, dialogarem, baterem papo, e não somente para se exercitarem.

Em Jesus fomos reconciliados com Deus. E o homem que se reconcilia com Deus, mediante Jesus, experimenta do Seu amor incondicional e eterno. Deus não nos deixa nem nos desampara. Ele está conosco nos momentos de alegria e de tristeza. Assim disse Jesus: "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos".

O que mais nos comove acerca do amor de Deus para conosco é que esse amor nos traz dignidade e valor(veja Mt.22:37). Quando somos inundados, cheios desse amor, aprendemos também a respeitar o outro e conferir-lhe, igualmente, dignidade e valor. Basta ver como foi o relacionamento de Jesus com seus discípulos, com os doze. E quando somos curados por esse amor, somos curados nos nossos relacionamentos interpessoais - principalmente entre nosso Pai celestial.

O Espírito Santo, diz o apóstolo Paulo, é quem propicia essa reconciliação (veja I Cor. 5:18). Deus assim então nos reconciliou Consigo mesmo e nos fez agentes de reconciliação. Talvez por isso que Jesus tenha dito no Grande Sermão sobre as Bem-Aventuranças: "Os pacificadores serão chamados filhos de Deus".

Sejamos e ajamos, então, como filhos - como filhos de Deus, como filhos da luz. Sejamos agentes de reconciliação.



Deus abençoe
Nívea Soares
http://www.niveasorares.com